Vejam só parte da matéria "Plano de Dilma inclui democracia 'irrestrita'", publicada em "O Estado de São Paulo":
"O programa de governo da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, vai pregar a 'garantia irrestrita de liberdade religiosa, de imprensa e de expressão'. O atestado assinado por Dilma para afastar a polêmica do aborto e as desconfianças em torno do controle social da mídia consta do documento intitulado Os 13 Compromissos Programáticos de Dilma Rousseff para Debate na Sociedade Brasileira, a ser divulgado na semana que vem."
Interessante. Então, a nação brasileira, que conquistou sua "liberdade" em 1985 após duas décadas de ditadura, precisa, ainda hoje, de um candidato a presidente que prometa liberdade religiosa, de imprensa e de expressão? Mas isso já não é o básico de uma sociedade dita democrática? É como se o Maluf começasse a prometer não roubar mais. É trivial.
Acredito que essa promessa da candidata do PT é justamente para fechar os olhos dos eleitores frente às opiniões de seu partido. Como sabemos, o Presidente Lula disse para quem quisesse ouvir que ele derrotará a imprensa nessa eleição, que a imprensa "inventa" coisas e etc. Além disso, a (falta de) opinião de Dilma sobre o aborto levou instituições religiosas a classificarem-na como "anticristã". Chegou ao cúmulo dizerem que ela fecharia as igrejas.
Por isso e por muitas outras coisas que Dilma lançará, na semana que vem, "Os 13 Compromissos Programáticos de Dilma Rousseff para Debate na Sociedade Brasileira", incluindo as tais de liberdade de expressão, de religião e de imprensa. Isso irá assegurar aos brasileiros direitos que nós, desde 1985, já temos. Não é estranho?
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